NOVABIO

Corte na cota de exportação de açúcar para os EUA pode provocar perda de US$ 30 mi para usinas do Nordeste


Recife, 24 de setembro de 2026 – A redução da cota de importação de açúcar bruto do Brasil para os Estados Unidos referente ao ano fiscal 2027 – outubro/2026 a setembro/2027 – em 55,9 mil toneladas tem potencial de provocar um impacto negativo de US$ 30 milhões sobre as exportações do adoçante do Nordeste, avalia o presidente da Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (Novabio), Renato Cunha.

Com a decisão, tomada pelo Escritório do Representante do Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês), o Brasil passar a ter direito agora a uma cota de 100 mil toneladas. O volume de 55,9 mil toneladas retirado do Brasil será redistribuído para outros 28 países. A cota é operada exclusivamente por usinas do Norte e do Nordeste, segundo a Lei nº 9.362/1996, que reserva a essas regiões a exportação de derivados de cana para mercados preferenciais.

“Na prática não é razoável pensar que perderemos toda esta receita, já que iremos buscar outros mercados, mas que não pagam o mesmo preço pago pelos EUA”, ressalta Cunha, que também preside o Sindicato dos Produtores do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco, o Sindaçúcar-PE.

De acordo com o presidente da NovaBio, a medida atinge todo o segmento sucroenergético do Nordeste – aproximadamente 20 mil fornecedores de cana-de-açúcar, sendo boa parte de pequeno porte, bem como cerca de 270 mil trabalhadores. Segundo Cunha, o mercado europeu, que abriu uma cota de 180 mil toneladas de importação de açúcar dentro do acordo UE-Mercosul, pode ser uma alternativa para as exportações, cuja janela de embarques começa em breve.

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