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NovaBio avalia desdobramentos do encontro entre Lula e Trump

A reunião entre os presidentes Lula e Trump, nesta quinta (7), nos Estados Unidos, está sendo observada com atenção pela indústria brasileira. Em viagem ao país na mesma semana em que os chefes de estado se encontraram, Renato Cunha, presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE) e presidente executivo da Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (Novabio) avaliou as possíveis repercussões dessas negociações para a economia brasileira.

“As informações que tivemos aqui nos Estados Unidos, as primeiras informações, sinalizam que a reunião foi objetiva entre os presidentes Trump e Lula. Não foi uma reunião extremamente formal e houve desdobramentos, existirão desdobramentos, notadamente para propor soluções entre as duas partes através da formação de quatro grupos – eu não diria grupos de trabalho, mas quatro interlocuções onde existirão agendas exatamente para fazer uma construção de um relacionamento mais efetivo, tentando inclusive resolver as questões tarifárias”, observou.

Segundo Renato Cunha, o setor sucroenergético acompanha as tratativas entre os dois países, sobretudo no tocante às tarifas.

“Existem produtos como o açúcar, que ainda estão com tarifas. O açúcar já está com uma tarifa menor de 10%, mas pode haver um aumento, então é necessário que haja uma negociação entre as partes, notadamente as partes que tratam desses assuntos, por exemplo, o Departamento de Agricultura Americana com o Ministério da Agricultura, o Departamento de Trade Representative, que é o USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Departamento de Estado e o Departamento de Comércio, são basicamente esses grupos que abordarão esses temas”

O presidente do Sindaçúcar destacou que a expectativa do setor é que a discussão das tarifas seja tratada nos próximos 30 dias.

Fonte: Folha de Pernambuco

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